20/01/1612

Chega, do Rio Grande do Norte, com seis soldados e um padre, o açoriano Martin Soares Moreno que reconstrói a fortificação que é denominada Forte São Sebastião. Tinha amizade com os indígenas do Jaguaribe e depois foi até Camocim.

11/01/1608

Assassinado pelos selvagens do Ceará, na Serra da Ibiapaba, o jesuíta Padre Francisco Pinto os quais ele procurava catequizar. É sepultado no sopé da Serra da Ibiapaba e hoje seus restos mortais se encontram em Parangaba.

1607

setembro – Passagem do cometa Halley, que foi visto no Ceará, sendo chamado pelos índios de “Tatá-Bebê”, ou seja, fogo voador, conforme diário do padre missionário Luís Figueira. Foi o primeiro cometa visto por brancos em Fortaleza.

1606

Ano em que o restante da seca do ano anterior assola o Ceará e conseqüentemente também no local em que surgiria Fortaleza.

1605

Pero Coelho de Sousa volta, trazendo sua mulher Tomázia e os filhos, mostrando querer estabelecer-se definitivamente, mas em pouco tempo tem que voltar, por terra, para o Rio Grande do Norte, em virtude da deslealdade de João Saromenho, que desviava os recursos enviados pelo governador e também pela grande seca daquele ano que o deixou totalmente sem água.

1603

Ano de seca no Ceará, a primeira após a chegada do branco no Ceará.

1603

junho – A primeira vez que nosso solo teve contato realmente com a civilização foi quando Pero Coelho de Sousa aqui chega, não com intuito civilizador, mas à procura de riquezas para cobrir perdas que teve na Paraíba, juntamente com seu cunhado, Frutuoso Barbosa. Em sua andança, passa pelo Mucuripe, onde encontra uma tribo indígena, seguindo rumo a Ibiapaba, mas vendo fracassado o seu intuito, volta, fundando na barra do rio Ceará ou Itarema, um fortim ao qual batiza de São Tiago, chamando a região de Nova Lusitânia, que teria como capital Nova Lisboa. Era uma tosca paliçada de paus de quina e algumas casinhas de taipa. Mas logo Pero Coelho segue para o Recife, deixando aqui Simão Nunes Correia, com 45 soldados.